domingo, 3 de julho de 2011

Sadismo Mórbido

 Vejo-te...
 Sentimentos de mim não emanam a ti.
 Toco-te...
 Minha gélida mão é imperceptível ao teu corpo.
 Beijo-te...
 São teus lábios secos e doridos?

Ao ver-te inerte eternizo-me neste instante.
Porque estás, aqui, comigo,
contigo seguro estou.

Importa o domínio, a posse,
o consumo frenético,
o momento infinitamente libidinal:
tu sob mim...
Calado, postergado... morto.
Mas sendo amado!

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