Vejo-te...
Sentimentos de mim não emanam a ti.
Toco-te...
Minha gélida mão é imperceptível ao teu corpo.
Beijo-te...
São teus lábios secos e doridos?
Ao ver-te inerte eternizo-me neste instante.
Porque estás, aqui, comigo,
contigo seguro estou.
Importa o domínio, a posse,
o consumo frenético,
o momento infinitamente libidinal:
tu sob mim...
Calado, postergado... morto.
Mas sendo amado!
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